
0923 | IA no dia a dia: do teclado ao agente
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Neste episódio, vamos do computador mais produtivo e privado aos agentes de IA que entram no nosso trabalho, passando pelos modelos e infraestruturas que os alimentam, pelas ferramentas de criação de conteúdo e pelas novidades open-source para developers e web. Tudo em formato curto e direto.
Linha do tempo
- 00:00:04 Abertura
- 00:00:52 O desktop Mac mais produtivo — e mais privado
- 00:04:46 Agentes de IA como colegas de equipa
- 00:07:36 Modelos, memória e infraestrutura por detrás dos agentes
- 00:10:32 Criar conteúdo com IA — sem perder a voz
- 00:13:33 Ferramentas para developers e a web aberta
- 00:17:14 Encerramento
Links relacionados
- Diurnal
- QuietGlass
- Blurt
- Edyt
- Fulvid
- Robot Voice Bridge
- Brev
- Plane Agents
- Anomalo
- Fez
- gg-friggin-ez
- Hola AI
- Grok 4.7
- MiMo-V2.6
- 2BA.AI
- Valori
- vgpu
- thestory.run
- WZRD
- Clueso MCP
- PixelCrew
- VideoFlow Studio
- Keet
- Xem
- Jev Wrapped
- SereneDB
- Prowler Cloud
- WeWeb MCP
- ResumeContext
- Pulsetic RUM
- Googlebook
- ReallyFree
- Freebuff Ads
Este episódio é produzido pela Bri. O Bri usa tecnologia avançada de IA para transformar os feeds importantes para você em podcasts feitos para ouvir. Fale conosco em hi@bri.so.
Transcript
Sofia Almeida: Boa tarde, e bem-vindos a mais uma edição do nosso briefing diário de lançamentos. Eu sou a Sofia Almeida.
Rafael Costa: E eu sou o Rafael Costa. Como sempre, o formato é simples: olhámos para o que saiu nas últimas vinte e quatro horas, e em vez de vos ler uma lista de trinta itens, escolhemos alguns produtos onde há mesmo uma história a contar — quem é que tem o problema, o que é que a ferramenta muda, e onde é que as promessas ficam a dever alguma coisa.
Sofia Almeida: Exatamente. E hoje há um fio condutor interessante: muita disto é sobre voltar a ter controlo sobre o nosso próprio computador — e depois sobre a delegação, porque quando o desktop está em ordem, começamos a dar trabalho a agentes. Vamos começar pelo desktop.
Rafael Costa: Vamos. O primeiro é a Diurnal, uma app Mac para capturar tarefas. A ideia central: tens um atalho — Option-Command-K ou Option-Command-L — e capturas uma tarefa diretamente no Google Calendar. Funciona offline, e tem um modo de planeamento semanal.
Sofia Almeida: E o pitch aqui é mesmo a fricção zero. Pensa em quantas vezes tiveste uma ideia — "tenho de marcar aquilo" — e ela morre porque abrir o calendário, escolher a hora, escrever o título... são demasiados passos. A Diurnal encurta esse caminho a um atalho de teclado.
Rafael Costa: Sim, e o facto de funcionar offline importa. A tua lista de tarefas não devia depender de uma ligação à rede. Mas quero ser honesto sobre o que não sabemos: é um produto novo, não temos testes independentes, e capturar é a parte fácil — a parte difícil de qualquer sistema de produtividade é a revisão e o planeamento semanal, que aqui existe como funcionalidade, mas não sabemos se realmente encaixa no fluxo de quem usa.
Sofia Almeida: Passando para o segundo produto principal deste bloco — e este resolve um problema muito diferente. O QuietGlass, uma app Mac gratuita e open-source, desfoca o teu ecrã quando alguém se aproxima, ou quando deteta que tu desviaste o olhar — o look-away é detetado através dos AirPods.
Rafael Costa: Este é um problema muito concreto e muito reconhecível. Trabalhas num café, ou num open space, e ao lado de ti passa alguém que consegue ler o teu ecrã — emails, código, o que for. As soluções existentes eram feias: protetores de privacidade físicos, ou cobrir o portátil com a mão. O QuietGlass faz o contrário do que esperavas: em vez de esconder o ecrã de ti, desfoca-o para os outros, mantendo-o utilizável para ti.
Sofia Almeida: E é open-source, o que neste caso é quase um pré-requisito. Estamos a falar de uma ferramenta que deteta rostos próximos e usa sinais dos AirPods — ninguém sensato instalaria isso sem poder ler o código. É exatamente o tipo de software onde a confiança vem da transparência.
Rafael Costa: E repara que este padrão repete-se no resto deste bloco, que é o lado Mac do dia. O Blurt é ditado push-to-talk, open-source, construído sobre a Dictation API da AssemblyAI — carregas, falas, e o texto aparece onde estavas a escrever. Também open-source.
Sofia Almeida: Depois tens o Edyt, que é a versão menos "privacy-first" do bloco mas ainda assim focada no teclado: uma IA em qualquer app Mac ou Windows que, com um atalho, reescreve ou traduz no cursor, e consegue ler ecrãs e PDFs. O plano grátis dá cerca de cento e trinta edições por dia. E há o Fulvid, um editor Markdown e MDX open-source, onde os ficheiros vivem no disco — sem vault, sem cloud, Linux, Windows e macOS.
Rafael Costa: O Fulvid é quase uma declaração de princípios. Quase todos os editores de notas dos últimos anos te empurram para uma base de dados própria — um vault, um formato fechado. O Fulvid diz: são ficheiros no disco, pontos. Isso significa que se o projeto desaparecer amanhã, os teus textos continuam lá.
Sofia Almeida: E para fechar o bloco, algo mais nichado: o Robot Voice Bridge, a doze dólares por mês, para quem trabalha com voz gerada pelo ElevenLabs. Gere takes com tags, notação IPA, e envia o take direto para o playhead no Pro Tools ou no Logic.
Rafael Costa: É o produto mais especializado do dia, mas reparei nele pelo mesmo motivo: é uma ferramenta local, que respeita o teu fluxo de trabalho existente em vez de o substituir. O padrão comum deste bloco — Diurnal, QuietGlass, Blurt, Fulvid, Robot Voice Bridge — é tudo o que corre no teu lado, rápido, sem intermediários desnecessários nos teus dados.
Sofia Almeida: E isso leva-nos naturalmente ao passo seguinte. Porque quando o teu computador já está bem organizado, a pergunta muda: e se em vez de usar ferramentas, delegates o trabalho?
Rafael Costa: E aqui temos três produtos que fazem exatamente isso, de formas diferentes. O Brev é o mais acessível: um colega de IA dentro do Slack ou do Teams. Acompanha objetivos, prepara reuniões, faz follow-ups, com mais de cinquenta integrações.
Sofia Almeida: O Brev é interessante porque escolheu viver onde o trabalho já acontece. Não é uma app nova para abrires — é mais um membro do canal que não almoça. Faz o trabalho que todos odiamos: o follow-up que ninguém escreve, a preparação da reunião de amanhã.
Rafael Costa: O Plane Agents vai mais longe. São agentes como membros do workspace, com playbooks, skills e triggers — ou seja, comportamento configurável, não só um chat. E o detalhe comercial é relevante: sem custo extra de seat.
Sofia Almeida: Esse "sem seat extra" é importante. O modelo atual de cobrar por utilizador entra em crise quando os "utilizadores" não são humanos. Se um agente consome um seat, o custo dispara. O Plane está a dizer: os agentes não contam como pessoas.
Rafael Costa: E o Anomalo Analyst aplica a mesma lógica aos dados. Agentes que monitorizam o data warehouse e explicam tendências e anomalias em linguagem simples. Isto é o trabalho que hoje cabe a um analista de dados júnior: verificar que a métrica caiu e perceber porquê.
Sofia Almeida: E há um fio que liga tudo isto, e chama-se Jev. O Fez, uma app Mac open-source com licença MIT, construída sobre o protocolo nostr, trata agentes como membros de salas de chat — e quem decide qual agente responde, ou encaminha o trabalho, é o modelo Jev. É o mesmo modelo por trás do gg-friggin-ez, um screener gratuito de profanidade e toxicidade, multilingue e resistente a tentativas de evasion.
Rafael Costa: O que o Fez e o Jev mostram é uma direção: modelos que não só respondem, mas decidem e encaminham trabalho sozinhos. Em vez de escolheres a ferramenta certa, descreves o problema e um modelo decide quem o resolve.
Sofia Almeida: E uma nota doméstica para fechar este bloco: o Hola AI, no telemóvel. Atende chamadas, filtra spam, e envia-te resumos — a quatro dólares e noventa e nove por mês nos primeiros seis meses.
Rafael Costa: É literalmente a mesma ideia — delegar numa IA um trabalho rotineiro — mas aplicada à vida pessoal em vez do trabalho de escritório. E aqui fica a grande pergunta em aberto de todo este bloco: como é que estas equipas híbridas humano-agente mudam a gestão? Como é que confias num follow-up que um agente escreveu em teu nome? Ninguém tem ainda boa resposta para isso.
Sofia Almeida: E a pergunta prática que se segue é: quem paga a fatura destes agentes? Os modelos e a infraestrutura por baixo. Nesse campo, houve movimento de dois lados muito diferentes.
Rafael Costa: De um lado, a xAI lançou o Grok 4.7, focado em código e trabalho longo. Preços concretos: dois dólares por milhão de tokens de entrada, seis por milhão de saída. Está disponível no Cursor, no Grok Build e na API.
Sofia Almeida: Do outro, a Xiaomi lançou o MiMo-V2.6 — modelos omnimodais nas variantes Pro e Flash, com um milhão de contexto, e — e isto é o que importa — pesos e código de reinforcement learning lançados publicamente.
Rafael Costa: E esse é o sinal mais forte do bloco. Durante muito tempo, o open-source ia um passo atrás na fronteira. Quando um fabricante grande publica pesos e o código de treino, a distância encurta de forma visível. A fronteira está a ficar open-source.
Sofia Almeida: Agora, do lado da infraestrutura, o 2BA.AI responde a uma preocupação muito europeia: IA hospedada na UE, a vinte euros por mês por quatro mil e quinhentas requisições numa janela de cinco horas, zero logs, e compatível com a API da OpenAI.
Rafael Costa: Essa compatibilidade é a jogada inteligente. Se o teu código já fala OpenAI, mudar de fornecedor é mudar uma URL e uma chave. E o "zero logs" — para quem tem dados de clientes europeus e um departamento legal nervoso, isso pode valer mais do que qualquer benchmark.
Sofia Almeida: E depois há duas peças mais técnicas que completam o quadro. O Valori propõe uma camada de memória para IA: vetores, grafos, estado determinístico em formato Q16.16, verificação de integridade com BLAKE3, e SDKs em Python e TypeScript.
Rafael Costa: A memória é o elo fraco dos agentes. Se um agente vai acompanhar objetivos durante semanas — como o Brev ou o Plane prometem — precisa de memória que não corrompa. O determinismo do estado e a verificação criptográfica são respostas concretas a isso, embora sejamos cuidadosos: são claims do fabricante, não resultados verificados.
Sofia Almeida: E a Vercel lançou a vgpu, uma biblioteca TypeScript de WebGPU para agentes: shaders WGSL tipados, vinte e cinco quilobytes, a correr no browser, em Node headless e em CI.
Rafael Costa: Isso abre a porta a agentes que executam computação pesada localmente — imagem, vídeo — sem servidores. É infraestrutura, mas com consequência direta: reduz o custo de correção de agentes em produção. E repara, ainda nem chegámos à pergunta do dia: qual é o custo real destes agentes a correr de verdade? Ninguém no lote responde claramente a isso.
Sofia Almeida: Exatamente. E esses modelos que ficam mais baratos e mais abertos servem, cada vez mais, para criar. Vamos ao lado criativo — e aqui o produto que mais nos interessou inverte a lógica habitual.
Rafael Costa: É o thestory.run. A maioria das ferramentas geram texto por ti. Esta faz o contrário: é um coach de escrita para posts de LinkedIn, onde o coach entrevista-te sobre as tuas ideias — e és tu que escreves. Grátis até cinco pessoas.
Sofia Almeida: Isto é uma posição rara no mercado. Quase todo o marketing de IA diz "poupa tempo, escrevemos por ti". O thestory.run diz: a escrita é o valor, o problema é o bloqueio. Um entrevistador que te faz as perguntas certas desbloqueia-te sem roubar a tua voz.
Rafael Costa: E o WZRD ataca o problema oposto: tens conteúdo estático — documentos, slides, formulários, folhas de cálculo — e transforma-o em experiências conversacionais com que os utilizadores podem falar. Em vez de enviares um manual, envias algo com que se conversa.
Sofia Almeida: E o Clueso MCP traz isso ao vídeo: através de Claude ou ChatGPT, crias e editas vídeos a partir de uma ideia ou de uma gravação, com saída totalmente editável e on-brand. O detalhe "editável" é o que separa isto de geradores de vídeo fechados — não ficas preso ao que a IA decidiu.
Rafael Costa: E há um pequeno ecossistema à volta. O PixelCrew é uma crew de agentes de design que vai da pesquisa à direção criativa, dos wireframes à produção de HTML — em alpha gratuito, com a tua própria chave de API. O VideoFlow Studio é um comando npx: dás o URL do teu site e o agente de código transforma-o num vídeo de lançamento editável.
Sofia Almeida: O Keet, uma app iOS saída do Y Combinator, gera cursos em vídeo estilo Duolingo sobre qualquer tema — dois cursos grátis, depois créditos pagos. E o Xem é email marketing open-source, com editor visual, automações, mais de duzentos templates, e envio próprio através do Amazon SES ou SMTP — ou seja, os teus contactos e o teu envio ficam no teu controlo.
Rafael Costa: E para não acabarmos o bloco em euforia, há uma lente crítica: o Jev Wrapped analisa canais de Telegram e mede a quota de anúncios e clickbait, com o modelo Jev a pontuar mil e quinhentos posts.
Sofia Almeida: Adoro o facto de existir. Num dia em que lançámos meia dúzia de ferramentas para produzir mais conteúdo, alguém lança uma ferramenta para medir quanta daquele conteúdo é lixo. A pergunta em aberto aqui é óbvia: quando todos produzem com IA, o que distingue qualidade é a voz e a originalidade — e as ferramentas que preservam a voz, como o thestory.run, podem sair a ganhar precisamente por isso.
Rafael Costa: E por baixo de todo este conteúdo criado há developers a construir as fundações. Vamos a esse bloco.
Sofia Almeida: Dois produtos principais aqui. O SereneDB é um motor open-source compatível com Postgres e com Elastic — full-text search e analytics rápidos no mesmo motor, com claims de topo em benchmarks. E sublinho: claims. Vale a pena confirmação independente antes de alguém migrar produção para lá.
Rafael Costa: Compatibilidade dupla é ambicioso. Hoje, muitas equipas correm Postgres e Elastic lado a lado — a base de dados relacional e o motor de busca. Um motor que sirva os dois casos elimina uma sincronização inteira de sistemas. Mas sim, benchmarks de fabricante são ponto de partida, não de chegada.
Sofia Almeida: O outro é o Prowler Cloud, segurança open-source para AWS, Azure, GCP e Kubernetes. A abordagem combina checks determinísticos com IA agêntica e MCP, e a prova mais forte que apresentam é o histórico: mais de quarenta e cinco milhões de downloads do projeto.
Rafael Costa: E repare como a arquitetura faz sentido: os checks determinísticos dão-te resultados auditáveis e previsíveis, e a IA agêntica interpreta e explica. Não se confia na IA para decidir o que é compliant — confia-se nela para perceber o resultado. Isso é o design certo para segurança.
Sofia Almeida: À volta destes, há um grupo de ferramentas para o dia a dia do developer. O WeWeb MCP permite que agentes de IA construam apps WeWeb — páginas, dados, workflows — que depois são revistos no editor visual. O humano mantém a revisão final, o agente faz a montagem.
Rafael Costa: E o ResumeContext é pequeno mas resolve uma dor real: junta as sessões dos teus agentes de código — Claude, Codex, Cursor — num único ficheiro por projeto. Beta gratuito. Hoje, se usas três agentes, o contexto fica espalhado por três sítios; isto consolida-o.
Sofia Almeida: No monitoring, o Pulsetic RUM acrescenta ao uptime monitoring os Core Web Vitals de visitantes reais, e erros por página e por país. Uptime clássico diz-te se o site está no ar; RUM diz-te o que as pessoas reais estão a sentir ao usá-lo.
Rafael Costa: E dois itens que saem do terminal mas vivem no mesmo mundo. O Googlebook é um portátil desenhado para o Gemini, que sincroniza com telemóveis Android, a partir de oitocentos e noventa e nove dólares, com preorders abertos. É a Google a dizer: o computador é um anexo do teu ecossistema de IA.
Sofia Almeida: E a ReallyFree é uma extensão de browser que marca os resultados de pesquisa com pontos verde, amarelo ou vermelho, indicando se algo é realmente grátis — sem rastreio. Numa semana em que meia dúzia de produtos disseram "grátis até cinco pessoas", "grátis com cento e trinta edições por dia", "dois cursos grátis"... essa ferramenta quase parece uma resposta direta ao dia.
Rafael Costa: E o último aviso do briefing é o Freebuff Ads: publicidade dentro de agentes de código, a chegar a quinhentos mil developers, pay per click, com uma oferta de crédito de quinhentos dólares.
Sofia Almeida: Guarda esse detalhe, porque é o sinal mais revelador do dia sobre para onde vai a monetização da era dos agentes. Se os developers passam mais tempo a conversar com agentes do que a pesquisar na web, a publicidade segue-os para dentro do agente. O que interroga de imediato a neutralidade desses agentes: quando um agente recomenda uma biblioteca, vais saber se foi porque é a melhor ou porque alguém pagou pelo clique?
Rafael Costa: E é isso que liga o dia inteiro. Começámos com ferramentas locais que respeitam os teus dados — QuietGlass, Fulvid, Diurnal — e acabámos num mundo onde os agentes decidem por ti, correm em infraestrutura alheia, e podem até ter anúncios lá dentro. A tensão entre controlo próprio e delegação é o fio que atravessa tudo.
Sofia Almeida: E as perguntas que ficam em aberto são honestas: ninguém sabe ainda como gerir equipas híbridas humano-agente, ninguém divulgou o custo real destes agentes em produção, e os benchmarks de topo continuam a ser, quase sempre, claims dos próprios fabricantes.
Rafael Costa: Fica por aqui o briefing de hoje. Se algo destes lançamentos toca um problema que tens, teste-o com esse ceticismo saudável — e voltemos amanhã para o próximo lote. Obrigado por nos ouvires.
Sofia Almeida: Até amanhã.