
0831 | oMLX, Superagent (navegador para Claude Code), Ulpaso, Maritime
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Neste episódio, os apresentadores percorrem uma rodada de lançamentos e ferramentas de desenvolvimento. Começam pelo oMLX, um servidor de LLM local para Mac que reduz o tempo de resposta de agentes de codificação de 90 para cerca de 5 segundos usando batching contínuo e cache de contexto; e pelo Superagent, que dá ao Claude Code um "computador" real com navegador e simulador de iOS rodando tudo localmente. Na sequência, falam sobre a Maritime, que oferece computadores dedicados e persistentes po
Linha do tempo
- 00:00:00 Abertura
- 00:00:46 oMLX: servidor local de LLM para Mac
- 00:01:46 Superagent: um computador para o agente de código
- 00:03:24 Maritime: computadores persistentes para agentes em escala
- 00:04:07 Ulpaso: transcrição de reuniões em Markdown local
- 00:05:36 Caplio: biblioteca privada de capturas de tela
- 00:06:24 Edge Drop: prateleira de área de transferência no Windows
- 00:07:56 Topview Motion Studio: vídeos de lançamento com IA
- 00:09:34 Sayscroll: teleprompter que segue a sua voz
- 00:11:08 Murfy AI: equipe de agentes para escrita científica
- 00:13:05 RIP MY BUILD: obituários de projetos abandonados
Links relacionados
- oMLX - Bri Product Hunt
- Superagent - Bri Product Hunt
- Maritime - Bri Product Hunt
- Ulpaso - Bri Product Hunt
- Caplio - Bri Product Hunt
- Edge Drop - Bri Product Hunt
- Topview Motion Studio - Bri Product Hunt
- Sayscroll - Bri Product Hunt
- Murfy AI - Bri Product Hunt
- RIP MY BUILD - Bri Product Hunt
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Transcript
Sofia Almeida: Bem-vindos ao Product Hunt diário, da Bri Radio! Sou a Sofia Almeida. Hoje temos um episódio recheado de utilitários e ferramentas de produtividade.
Rafael Costa: E eu sou o Rafael Costa. Vamos falar de um aplicativo que dá um computador ao Claude Code, de um editor local de transcrições para o Mac e também de um cemitério de projetos paralelos.
Sofia Almeida: Sem esquecer do lançamento do Ulpaso, do editor LaTeX com IA da Murfy, do utilitário de área de transferência do Edge Drop e do estúdio de vídeos do Topview.
Rafael Costa: Além do teleprompter de IA da Sayscroll e do RIP MY BUILD. Tudo isso e muito mais, começando agora.
Rafael Costa: Tem um servidor novo para o Mac que promete cortar o tempo de resposta de agentes de codificação de noventa segundos para cinco. Chama oMLX e roda como servidor de inferência de LLM direto na sua máquina, controlado pela barra de menus.
Sofia Almeida: Hm, e o que faz essa diferença de tempo é uma técnica de agrupamento de requisições — o chamado batching contínuo — junto com um cache de contexto que fica dividido entre RAM e SSD e sobrevive a reinicializações. Resultado prático: ferramentas como Claude Code e Cursor passam a responder em torno de cinco segundos em vez de noventa.
Rafael Costa: E o servidor não serve só texto: cobre visão, OCR, embeddings e rerankers, e as APIs dele são compatíveis com OpenAI e Anthropic, então integrar é trocar o endereço. Pra mim o detalhe técnico que vale citar é que é nativo em Swift, nada de Electron, e o código é aberto sob licença Apache dois ponto zero.
Rafael Costa: Se o oMLX transforma o Mac numa máquina de inferência, o Superagent vai na direção oposta: segundo o criador, ele dá ao Claude Code um "computador" de verdade — um navegador real que o agente dirige, um simulador de iOS, acesso aos seus arquivos, um quadro e rotinas em temporizador.
Sofia Almeida: Mm, e o ponto de segurança é esse navegador: o agente pode entrar nas sessões onde você já está conectado, o que é ao mesmo tempo o recurso decisivo e o mais arriscado na avaliação de um participante da discussão. Um agente não distingue ler a caixa de entrada de enviar uma mensagem a partir dela, porque as duas são chamadas de ferramenta que retornam sucesso.
Rafael Costa: E há uma camada extra de controle se você parear o iPhone por QR: o usuário aprova o que o agente pede, e a transmissão desse simulador é criptografada de ponta a ponta por um relay que, conforme o criador, não guarda chave nem armazena nada. As conversas sobrevivem a reinicializações e cada uma roda no seu próprio git worktree, com commits num branch separado — o seu checkout principal não se move.
Sofia Almeida: E não há conta nem servidor: o app roda o Claude Code localmente no plano que você já paga, e nada sai do Mac. As três peças — app Mac, app iPhone e o relay — são código aberto sob licença MIT, o app é notarizado pela Apple. O suporte a Codex e Antigravity está anunciado como "em breve", ou seja, ainda não disponível. Vale lembrar que tudo isso é alegação do criador, não resultado verificado.
Rafael Costa: Do outro lado do mercado, a Maritime ataca um problema parecido, mas para empresas: quem vende agentes de IA contrata computadores dedicados para cada cliente, a partir de um dólar por agente por mês. Cada agente roda numa máquina virtual isolada e persistente, onde pode usar navegador, criar arquivos e manter o estado.
Sofia Almeida: Hm, é o oposto do modelo do Superagent: em vez de rodar na máquina do usuário, a Maritime cuida da infraestrutura, do dimensionamento e do sono e despertar automáticos das VMs, para o cliente não precisar gerenciar milhares de máquinas próprias. É uma oferta preparada para operar agentes em escala.
Rafael Costa: Falando em rodar local, tem também um editor de transcrição de reuniões para o Mac chamado Ulpaso. A proposta nasce de um incômodo claro: segundo a descrição, aplicativos de notas de reunião exigem gravação, conta e cartão de crédito antes de funcionar — aqui basta apertar o botão de record.
Sofia Almeida: Mm, a transcrição é feita na própria máquina — microfone e áudio do sistema, organizados por falante — e o resultado vai para um arquivo Markdown editável na pasta de documentos. Sem nuvem, sem login, sem assinatura, sem telemetria, sem formato proprietário: o criador diz que é gratuito para sempre e roda sob licença MIT.
Rafael Costa: Na discussão, um comentarista levantou exatamente a ausência de login como o diferencial, porque muitos serviços pedem conta primeiro, e fez uma pergunta que segue sem resposta: o Ulpaso lida com duas pessoas falando ao mesmo tempo? Esse cenário permanece sem resultado divulgado.
Sofia Almeida: Outro comentarista já revelou o motivo prático da escolha: ele usaria o Ulpaso em chamadas de clientes onde números de conta e dados sensíveis são ditos em voz alta, justamente para não deixar esse conteúdo no histórico de transcrição em nuvem de outra pessoa. Pra ele o que importa não é o preço, é o arquivo Markdown simples no próprio disco. Tudo isso continua sendo alegação do criador, claro.
Sofia Almeida: No Product Hunt a gente viu o Caplio, um gerenciador de ativos leve para Mac que junta capturas de tela e imagens espalhadas em uma biblioteca privada e pesquisável. Você adiciona as pastas e o app automaticamente observa, indexa e extrai texto com OCR feito no próprio dispositivo, sem uploads nem OCR na nuvem — suas imagens permanecem no seu Mac.
Rafael Costa: A navegação por linha do tempo, busca ou categorias e a organização automática dos arquivos, com a possibilidade de arrastar qualquer imagem direto para outro aplicativo, é que transformam isso em algo útil no dia a dia. E a extração de texto local é o que sustenta a busca: o texto fica indexável sem que a imagem saia da máquina.
Sofia Almeida: Ainda no Product Hunt, o Edge Drop é um utilitário de área de transferência para Windows criado pelo desenvolvedor solo Deepender. Ele fica na borda da tela, invisível até o cursor passar por cima, e então abre uma prateleira onde você copia texto, capturas de tela, arquivos ou links e arrasta direto para qualquer aplicativo, com empilhamento de arquivos e fixação de itens. A página afirma que não há atalhos, nem bandeja, nem conta, e que o histórico nunca sai do PC.
Rafael Costa: O criador diz que se cansou do fluxo do Win+V, de copiar, trocar de janela, procurar no histórico e colar, repetindo tudo para enviar uma captura ao Photoshop. Ele afirma que a área de trabalho continua clicável até o cursor atingir a borda, e que o arrastar usa o recurso nativo de arrastar e soltar do Windows, não uma colagem simulada. O app é gratuito e de código aberto sob licença Apache-2.0, para Windows 10 e 11, disponível no GitHub e na Microsoft Store — o criador afirma que as duas vias funcionam.
Sofia Almeida: Mas na comunidade surgiu uma dúvida sem resposta no material: um participante disse que capturas de tela quebram o fluxo dele, porque copiar uma imagem faz perder a anterior, e perguntou se itens fixados sobrevivem a uma reinicialização ou se a prateleira é redefinida. Esse ponto segue em aberto, enquanto outro participante apenas agradeceu, dizendo que procurava por esse produto.
Rafael Costa: Do lado dos vídeos, o Topview Motion Studio, da Topview.ai, é um espaço de trabalho de IA para criar vídeos de divulgação de aplicativos, hardware e novos produtos. O fundador Jensen o apresentou no Product Hunt como alternativa a aprender After Effects ou contratar um estúdio de motion design, prometendo resultados mais rápidos, mais simples e a uma fração do custo tradicional — aproximando a qualidade de fluxos avançados de After Effects sem a complexidade, o tempo e o custo habituais. Ele mesmo classifica o lançamento como uma versão inicial.
Sofia Almeida: O fluxo começa com a descrição do produto, da mensagem e das cenas, o upload de imagens de referência do produto, da marca ou da interface, e a escolha de estilo de movimento, duração e proporção; então a IA combina modelos de vídeo com uma habilidade de motion design feita para contar a história e transforma o briefing em um projeto completo. Os casos previstos incluem lançamentos de software, aplicativos móveis, produtos de IA, eletrônicos de consumo, hardware inteligente e anúncios de marca.
Rafael Costa: Na prática, porém, um usuário relatou que enviou um prompt com várias linhas e imagens, o site pediu cadastro e, após o login bem-sucedido, o prompt e as imagens desapareceram — ele perguntou se era preciso comprar créditos para começar e onde poderia retomar a conversa. Outras perguntas dos participantes também ficaram sem resposta, incluindo se a ferramenta cuida de música e efeitos sonoros.
Sofia Almeida: Para quem grava vídeo, a Sayscroll é um teleprompter de IA lançado no Product Hunt, criado para resolver um problema do próprio desenvolvedor: ao gravar uma entrevista para uma aceleradora, ajustar a velocidade de rolagem atrapalhava a naturalidade. Então o produto promete seguir a voz de quem fala, com rolagem automática em vez de velocidade fixa.
Rafael Costa: Há reconhecimento de voz em tempo real que apaga as palavras já ditas e mantém o texto centralizado, um modo de improviso em que o teleprompter espera quando a pessoa sai do script e volta a acompanhar quando ela retorna, um gravador de vídeo integrado com o script sobreposto ou em tela dividida, base em navegador sem instalação, e controles de tamanho de texto, largura de coluna, alinhamento, fundo preto ou branco, tela cheia e espelhamento para telas profissionais. Ele afirma suportar 60 ou mais idiomas, inclusive scripts misturados, com 99 por cento de precisão no acompanhamento.
Sofia Almeida: Quanto à privacidade, as gravações são salvas no próprio dispositivo e nada é enviado — apenas o áudio é transmitido para transcrição. Há uma demonstração gratuita para scripts de até 700 caracteres. E nos planos mensais, que contam uso por horas de microfone ativo, o Starter custa 5 dólares no primeiro mês e depois 10 com 10 horas; o Creator, 10 no primeiro mês e depois 20 com 30 horas; e o Pro, 25 no primeiro mês e depois 50 com 100 horas, com cancelamento a qualquer momento.
Sofia Almeida: Do editor LaTeX, o próximo destaque é o Murfy AI, uma aposta sul-coreana para competir com o Overleaf tratando a inteligência artificial como parte nativa do fluxo. A Murple Inc., liderada pelo fundador Shounan An, o descreve como uma equipe de agentes para toda a escrita científica: escrever e revisar o artigo em contexto, corrigir erros de compilação na hora, verificar artigos de referência e gerar slides Beamer em minutos. An afirma ter publicado mais de dez artigos em conferências como AAAI, EMNLP, SIGGRAPH e IROS, e diz que a motivação veio da dificuldade de escrita e formatação, não da pesquisa em si.
Sofia Almeida: A revisão de artigos é apresentada como a que um veículo faria, sem o veredito: oito leitores percorrem o rascunho e três modelos checam as conclusões uns dos outros. As correções de compilação aparecem como diffs aceitáveis ou rejeitáveis e consomem créditos de IA, com mil créditos mensais sem custo no plano Starter e começo sem cartão de crédito. O diferencial comercial é a cobrança sem base por assento, com colaboradores ilimitados e edição em tempo real, contra um colaborador no plano grátis do Overleaf.
Rafael Costa: As métricas mais impressionantes são todas do próprio fabricante, então vale a ressalva: mais de cento e oitenta mil pesquisadores em mais de cento e vinte países, setenta mil usuários ativos mensais e crescimento de cinquenta a cem por cento ao mês. Eles reivindicam compilação duas vezes mais rápida, com timeout de trinta segundos no plano grátis e cinco minutos no Pro, além de chat de IA incluído. Dito isso, quem testou relatou dois problemas na segunda iteração ao editar um relatório — o que mostra que essa promessa ainda depende do comportamento em uso real, não só do que a página anuncia.
Sofia Almeida: Já o RIP MY BUILD é o oposto do ciclo de hype: um cemitério público de aplicativos abandonados. A ideia é publicar um obituário permanente com o link original, a causa da morte, a lição aprendida e o próximo projeto do fundador. Cada obituário ganha uma página compartilhável, registro de visitas direcionadas ao próximo empreendimento, rosas deixadas por visitantes e adornos permanentes no terreno, além de um ranking semanal de honras que reseta às segundas-feiras à meia-noite em UTC — e não é preciso criar conta para navegar.
Sofia Almeida: Há uma divergência de preço atribuída: a listagem cita doze dólares por obituário, mas o fundador anunciou em comentário que decidiu torná-los gratuitos permanentemente, e o site afirma que a publicação é gratuita após revisão. Visitantes podem deixar uma rosa por um dólar ou adornar um terreno por dois dólares. O produto documenta sete obituários da comunidade, um registro com onze terrenos e dez mil e setecentas horas de desenvolvimento, e o destaque é o Logology, de 2018 a 2023, com a frase "lançamos devagar demais para terminar a marca".
Rafael Costa: E os comentários trazem as melhores mortes anunciadas. Um fundador poliu o produto por doze semanas antes de criar uma landing page e só depois descobriu que ninguém se importava. Outro descreveu um primeiro cliente que pagou e nunca acessou o serviço, concluindo que assinatura e pagamento não provam que alguém quer o produto. Alguém ainda perguntou se dá para editar um obituário caso o projeto ressuscite — experiências relatadas em comentários, não resultados medidos.
Sofia Almeida: Para fechar: o Superagent dá ao Claude Code um computador de verdade — navegador, simulador de iOS, arquivos e tudo — enquanto o oMLX transforma seu Mac num servidor local de modelos que responde em segundos.
Rafael Costa: Duas formas bem diferentes de colocar o agente para trabalhar. Obrigado por ouvir, e a gente se encontra na próxima.