0819 | Duas estreias de saúde no Product Hunt atacam registros médicos espalhados por provedores

||Download

Show notes

Neste episódio, revisamos as principais estreias da semana no Product Hunt, muitas vezes em pares que atacam o mesmo problema por caminhos opostos. Abrimos com Hubble e Finch, duas ferramentas de saúde para desbloquear registros médicos presos atrás de fax e portais de pacientes. Depois, CrewTower e Shepherd, que supervisionam agentes de programação de IA para que não travem esperando você; e Deepmark e Memoria, que tornam seus favoritos e o rolo da câmera pesquisáveis pelo conteúdo interno. Em

Linha do tempo

  • 00:00:00 Abertura
  • 00:00:47 Hubble e Finch: registros médicos presos atrás de fax e portais
  • 00:04:35 CrewTower e Shepherd: supervisionando agentes de IA antes de travarem
  • 00:07:41 Deepmark e Memoria: busque seus links salvos, reels e capturas
  • 00:11:32 Reckon: guarde previsões e confiança por trás das suas decisões
  • 00:14:35 Salem Robotics: envie um robô à instalação perigosa, não um técnico
  • 00:17:48 Tiny Funnel: analytics de funil que contam todos e se explicam
  • 00:20:41 Gauge: conquistando os agentes de IA que escolhem sua ferramenta
  • 00:23:29 Skim Recap: entenda os termos e resuma o que você pulou

Links relacionados

Este episódio é produzido pela Bri. O Bri usa tecnologia avançada de IA para transformar os feeds importantes para você em podcasts feitos para ouvir. Fale conosco em hi@bri.so.

Transcript

Sofia Almeida: Bem-vindos ao Product Hunt diário, na Bri Radio. Eu sou a Sofia Almeida, e hoje temos um programa cheio de lançamentos de saúde, organização e até robótica.

Rafael Costa: E eu sou o Rafael Costa. No cardápio de hoje: duas estreias de saúde que atacam o mesmo problema — registros médicos espalhados por vários provedores.

Sofia Almeida: Tem também ferramentas para guardar o que você favorita e nunca mais achar. E ainda um diário de decisões, uma solução para robôs e um jeito mais simples de entender funis.

Rafael Costa: Fora uma plataforma de visibilidade de IA e uma extensão para quem lê artigos longos. É só dar o play que a gente entra logo nesses lançamentos.

Sofia Almeida: Duas estreias de saúde no Product Hunt estão atacando o mesmo problema — registros médicos espalhados por vários provedores, cada um no seu próprio sistema — por caminhos opostos. O Hubble vende uma API para quem constrói produtos que precisam do histórico do paciente, enquanto o Finch organiza os dados para o próprio paciente. Os fundadores do Hubble, Prabha Dublish (CEO) e Aaron Leon (CTO), afirmam que a maioria das APIs devolve apenas o subconjunto do portal do paciente, não o registro completo, forçando equipes a meses de integrações por provedor, faxes ou logins manuais. O fluxo é: o paciente verifica a identidade uma vez, e o Hubble monta os registros de todos os provedores e os devolve por uma API única, para uso por agentes de IA. Quando a API volta vazia, agentes de navegador enviam o pedido pelos portais e agentes de voz ligam para os departamentos de registro em nome do paciente. Cada pedido usa o direito individual de acesso do paciente; ele revisa todas as fontes e pode revogar o acesso. A empresa afirma ser compatível com HIPAA, com trilha de auditoria e mais de 40 ferramentas já em produção, incluindo Epic, Oracle Health, Cerner, athenahealth, UnitedHealthcare e Aetna. Há dois modos: acesso mediado pelo paciente, ao vivo, e acesso mediado pelo provedor, em beta, com elegibilidade, benefícios, autorização prévia, agendamento, sinistros e upload de documentos. A equipe vem das pessoas por trás dos agentes de IA da Grow Therapy e do Amazon One Medical, com apoio da Y Combinator.

Rafael Costa: E a diferença é mesmo essa central. Os fundadores do Hubble, Prabha Dublish como CEO e Aaron Leon como CTO, dizem que a maioria das APIs devolve só o subconjunto do portal do paciente, não o registro completo. Isso força as equipes a meses de integração por provedor, ou a cair em faxes e logins manuais.

Sofia Almeida: O fluxo deles vai por outro lado: o paciente verifica a identidade uma vez, e o Hubble monta os registros de todos os provedores e devolve tudo por uma API única, pronta para uso por agentes de IA. E tem o detalhe interessante quando a API volta vazia — agentes de navegador mandam o pedido pelos portais, e agentes de voz ligam para os departamentos de registro em nome do paciente.

Rafael Costa: Ou seja, cada pedido usa o direito individual de acesso do paciente. E o paciente revisa todas as fontes e pode revogar o acesso quando quiser. A empresa afirma ser compatível com a HIPAA, com trilha de auditoria, e diz ter mais de 40 ferramentas já em produção, incluindo nomes grandes como Epic, Oracle Health, Cerner, athenahealth, UnitedHealthcare e Aetna.

Sofia Almeida: São dois modos: o acesso mediado pelo paciente, ao vivo, e o acesso mediado pelo provedor, ainda em fase beta, cobrindo elegibilidade, benefícios, autorização prévia, agendamento, sinistros e upload de documentos. E vale dizer de onde vem essa equipe — eles estão por trás dos agentes de IA da Grow Therapy e do Amazon One Medical, e a empresa é apoiada pela Y Combinator.

Rafael Costa: Para quem testar hoje, há sete dias grátis exclusivos do Product Hunt mencionando o post ou escrevendo para o e-mail prabha@hubble.ai. A proposta central é atraente: em vez de cada produto reconstruir a ponte com cada hospital do zero, o Hubble tentar centralizar isso com um único pedido de acesso do paciente.

Sofia Almeida: E se os agentes de IA estão tomando conta do seu terminal, duas ferramentas novas no Product Hunt querem assumir o controle deles de lados diferentes. O CrewTower vive no entalhe do MacBook e observa todos os agentes de programação que você roda, como Claude Code, Codex, Cursor, Gemini, Qwen, OpenCode e outros. Quando um agente precisa de permissão, o pedido aparece no entalhe com contexto completo — o comando exato, a edição de arquivo, a pergunta — e você aprova ou nega em um clique, sem tocar no terminal. Ele mostra todas as sessões de uma vez, indicando quais estão trabalhando, esperando ou concluídas, e pula direto para a janela de terminal certa quando um agente precisa de você. Do outro lado, o Shepherd Terminal oferece um terminal persistente para Codex e Claude lado a lado, mantendo as sessões vivas mesmo quando o app fecha, acompanhando quais agentes estão trabalhando ou esperando e permitindo voltar aos arquivos e mudanças sem perder contexto. Os agentes entendem o contexto atual do Shepherd, controlam abas e painéis e coletam feedback por revisões no navegador, enquanto você monitora o status de cada agente em tempo real. As duas ferramentas atacam a mesma dor — agentes parados esperando permissão, ou sessões que se perdem — mas uma aposta na visibilidade instantânea pelo entalhe e a outra na persistência e no contexto contínuo.

Rafael Costa: Então a proposta do CrewTower é a supervisão visual. Quando um agente precisa de permissão, o pedido aparece naquele entalhe no topo da tela com o contexto completo: o comando exato, a edição de arquivo, a pergunta. E você aprova ou nega num clique, sem precisar tocar no terminal.

Sofia Almeida: Faz sentido, porque o problema real é o agente parar em silêncio esperando você. O CrewTower mostra todas as sessões de uma vez, marcadas como trabalhando, esperando ou concluídas, e pula direto para a janela do terminal que precisa de você. Nada fica travado sem você saber.

Rafael Costa: Já o Shepherd Terminal aborda a mesma dor por outro ângulo: uma persistência. Ele roda agentes de codificação lado a lado em abas, painéis e até máquinas remotas. E a chave é que as sessões continuam vivas mesmo quando você fecha o app — você volta para os arquivos e mudanças sem perder o contexto.

Sofia Almeida: O Shepherd também mostra quais agentes estão trabalhando ou esperando, mas vai além: os próprios agentes entendem o contexto da ferramenta, controlam abas e painéis, e recebem feedback por meio de revisões no navegador. Enquanto isso, você acompanha o status de todos em tempo real.

Rafael Costa: Então é quase uma escolha de filosofia. O CrewTower é a visão geral do topo da tela, aprovar ou negar num olhar. O Shepherd é manter o contexto vivo entre sessões, para você não recomeçar do zero. Os dois atacam o mesmo incômodo: agente de IA que fica esperando você num canto escuro do terminal.

Sofia Almeida: Fechando com outro par de estreias que atacam o mesmo problema — guardar algo e nunca mais achar. De um lado, o Deepmark, para favoritos; do outro, o Memoria, para o rolo da câmera. O Deepmark busca seus favoritos pelo que está dentro deles, não pelo título: ele reúne favoritos do navegador, do X, salvamentos do Instagram e "Assistir mais tarde" e "Curtidos" do YouTube numa biblioteca privada com busca em linguagem natural. O criador diz que o construiu porque perdia coisas que havia salvo de propósito, espalhadas por quatro apps sem busca em conjunto. O serviço lê o texto de páginas, tweets e legendas, transcreve áudio em cerca de 99 idiomas, descreve e aplica OCR a frames de vídeo, descreve capturas de tela e adiciona resumo e tags. A sincronização social roda no navegador do próprio usuário, pelas APIs de cada site, sem que a extensão veja senhas, e fica desligada até ser ativada. Os números declarados pelo criador: um reel fica pesquisável em cerca de 90 segundos; buscar numa biblioteca de 10 mil itens retorna em menos de 100 milissegundos; recall top-5 de 89% em buscas vagas e de memória; uma consulta em inglês encontra transcrição em hindi. Há ainda um servidor MCP hospedado com OAuth, então Claude, Cursor, ChatGPT ou qualquer cliente MCP pode buscar a biblioteca, com chamadas restritas à conta do usuário. O preço é US$ 10 por mês ou US$ 84 por ano — US$ 7 por mês na cobrança anual — sem período de teste, mas com biblioteca demo pesquisável sem pagar.

Rafael Costa: Isso é o diferencial mesmo. Ele reúne favoritos do navegador, do X, salvamentos do Instagram e o 'Assistir mais tarde' e 'Curtidos' do YouTube numa biblioteca privada com busca em linguagem natural. O criador diz que o construiu porque perdia coisas que tinha salvo de propósito, espalhadas por quatro apps sem busca em conjunto.

Sofia Almeida: E o serviço lê o texto de páginas, tweets e legendas, transcreve áudio em cerca de 99 idiomas, descreve e aplica OCR aos frames de vídeo, descreve capturas de tela e ainda adiciona resumo e tags. A sincronização social roda no navegador do próprio usuário, usando as APIs de cada site — a extensão não vê senhas, e fica desligada até você ativar.

Rafael Costa: Os números declarados pelo criador valem a pena: um reel fica pesquisável em cerca de 90 segundos, buscar numa biblioteca de dez mil itens responde em menos de 100 milissegundos, e há recall top-5 de 89% em buscas vagas e de memória. Tem até uma consulta em inglês que encontra transcrição em hindi.

Sofia Almeida: E ele não fica preso ao app: há um servidor MCP hospedado com OAuth, então Claude, Cursor, ChatGPT ou qualquer cliente MCP pode buscar a biblioteca, com chamadas restritas à sua conta. O preço é de dez dólares por mês ou 84 por ano — o que dá sete por mês na cobrança anual — sem teste grátis, mas com uma biblioteca demo pesquisável sem pagar.

Rafael Costa: Nos comentários, os usuários já levantaram dúvidas legítimas sobre os limites: se o roteiro inclui PDFs de pitch decks e threads do X atrás de login, que não têm HTML público, e se dá para excluir favoritos específicos mesmo. No fundo, a promessa é a mesma para os dois: tudo que você salvou e esqueceu, encontrável de novo pelo que há dentro — não pelo rótulo.

Sofia Almeida: O Reckon é um diário de decisões para iPhone e iPad, criado pelo desenvolvedor solo Roland Leth, com compra única, sem assinatura, sem conta e sem backend — os dados ficam no aparelho e sincronizam pelo iCloud do próprio usuário. A proposta é registrar a escolha enquanto ela ainda é incerta: a previsão, uma linha de raciocínio e um percentual de confiança antes de saber o resultado. Depois, check-ins de cerca de trinta segundos acompanham o que muda até o desfecho, com novas informações marcadas como positivas ou negativas e a confiança atualizada. No desfecho, o usuário registra o resultado e a satisfação; de 30 a 60 dias depois, o app pergunta se ele faria a mesma escolha de novo, porque satisfação nem sempre coincide com repetir a decisão. Após algumas dezenas de decisões resolvidas, o Reckon compara a confiança declarada com a taxa de acerto — se as escolhas feitas com 70% de confiança acertam cerca de 70% das vezes — e mostra onde a confiança corre quente ou fria, incluindo, com um ano de uso, os domínios em que o julgamento é mais preciso. Segundo o criador, a motivação foi o viés de retrospectiva: um app de notas guarda o que aconteceu e um diário guarda como o usuário se sentiu, mas nenhum dos dois guarda o que foi previsto nem o nível de confiança anterior ao resultado. A diferença central em relação a um app de notas, conforme a descrição, é que o Reckon permite comparar confiança declarada com frequência de acerto. O público previsto inclui fundadores, pais, planejadores, investidores e pessoas que se importam com clareza de pensamento.

Rafael Costa: E o interessante é que depois vêm os check-ins de cerca de trinta segundos, acompanhando o que muda até o desfecho. Cada nova informação pode ser marcada como positiva ou negativa, e a confiança é atualizada. No final, você registra o resultado e a sua satisfação.

Sofia Almeida: E tem um detalhe que eu acho o mais esperto do app: de trinta a sessenta dias depois, ele pergunta se você faria a mesma escolha de novo. Porque satisfação nem sempre significa repetir a decisão. Depois de algumas dezenas de decisões resolvidas, o Reckon compara a confiança que você declarou com a taxa de acerto.

Rafael Costa: Então, se você fez escolhas com 70% de confiança, elas devem acertar cerca de 70% das vezes. O app mostra onde a sua confiança corre quente ou fria, e com um ano de uso, até os domínios em que o seu julgamento é mais preciso.

Sofia Almeida: E o criador diz que a motivação veio do viés de retrospectiva. Um app de notas guarda o que aconteceu, um diário guarda como você se sentiu, mas nenhum dos dois guarda o que você previu nem o nível de confiança que tinha antes do resultado. A sacada é fazer essa conta que as notas não fazem, e os dados ficam no aparelho, sincronizando pelo seu próprio iCloud, sem conta e sem backend.

Rafael Costa: A Salem Robotics se apresenta como um "cérebro" de software para robôs, voltado para pesquisas, inspeções e tarefas de manipulação autônomas em instalações perigosas. Em vez de mandar técnicos com detectores portáteis e pranchetas, o operador desenha a rota em um painel de controle, e o robô navega, abre portas, roda válvulas, faz medições e devolve um relatório pronto para conformidade, com mapas de calor e riscos assinalados. A empresa afirma que a solução é agnóstica em relação ao hardware, construída sobre investigação publicada por roboticistas com doutoramento e uma década de experiência em Los Alamos, e pode ser implantada num robô já existente ou acompanhada de um robô fornecido pela própria Salem. O cofundador Janak explica que, enquanto trabalhava em Los Alamos implantando robôs em instalações nucleares, verificou que os levantamentos de radiação ainda são feitos como há décadas: técnicos percorrem rotas com detectores manuais e pranchetas e transcrevem depois os dados manualmente para sistemas digitais — um processo lento, caro, sujeito a erros e que expõe pessoas a risco desnecessário. O mesmo cenário, segundo ele, foi encontrado em clientes dos setores nuclear comercial, petróleo e gás, fabrico químico e outros setores industriais. O fluxo de trabalho é descrito em três passos, sem teleoperação e sem programação: planear, desenhando a rota no mapa da instalação a partir do celular ou computador; executar, com o robô a lidar com portas, pessoas, equipamento e obstáculos, realizando inspeção e manipulação na mesma missão; e reportar, gerando um relatório final.

Sofia Almeida: E ele faz coisas bem práticas: abre portas, gira válvulas, faz medições e devolve um relatório pronto para conformidade, com mapas de calor e riscos assinalados. A empresa afirma que a solução é agnóstica em relação ao hardware, e pode ser implantada em um robô que a empresa já tenha ou em um robô fornecido pela própria Salem.

Rafael Costa: O cofundador Janak conta que, enquanto trabalhava em Los Alamos implantando robôs em instalações nucleares, percebeu que os levantamentos de radiação ainda são feitos como há décadas: técnicos percorrem rotas com detectores manuais e transcrevem os dados manualmente para sistemas digitais. Um processo lento, caro, sujeito a erros, e que expõe pessoas a risco desnecessário.

Sofia Almeida: E ele diz que encontrou o mesmo cenário em clientes dos setores nuclear, petróleo e gás, fabrico químico e outros segmentos industriais. O fluxo de trabalho é descrito em três passos, sem teleoperaçaão e sem programação: planejar, desenhando a rota no mapa da instalação a partir do celular ou computador; executar, com o robô lidando com portas, pessoas e obstáculos enquanto faz inspeção e manipulação na mesma missão; e reportar, gerando um relatório com o registro completo do que foi encontrado.

Rafael Costa: O Tiny Funnel foi lançado no Product Hunt como uma ferramenta de "análise de funil que você realmente entende". O criador, Oli, que também administra a PreProduct, software de pré-venda para marcas de ecommerce, conta que construiu o produto porque, como muitos fundadores, tinha analytics instalado e quase nunca abria; responder perguntas como quais posts ou referrers enviam visitantes que realmente assinam virava uma tarefa completa em vez de uma checagem de cinco segundos. A ferramenta mostra de onde vêm os visitantes, até onde cada um chega e quantos compram; filtros como do Google mais chegou ao menos ao passo dois atualizam tudo, e as opções de filtro exibem estatísticas antes de serem escolhidas. Há também a visualização do funil ao longo do tempo e a jornada completa de cada visitante. O site lista quatro tipos de etapa configuráveis: page visit, page state, click e server events. A instalação é descrita em três passos — colar uma tag de script, clicar nas telas para gravar os passos e ver os visitantes fluírem — sem precisar escrever código de evento, com a promessa de estar ao vivo em 2 minutos. O produto é cookie-less e first-party, sem rastreamento entre sites e sem venda de dados, segundo o site. O preço é de US$ 10 por funil por mês, com teste grátis de 7 dias, sem cartão de crédito e cancelamento a qualquer momento; pausar o funil interrompe a cobrança, até 5 membros de equipe são gratuitos, visitantes são ilimitados e não há planos em camadas nem opção de contact sales.

Sofia Almeida: Responder perguntas como "quais posts ou referrers enviam visitantes que realmente assinam?" virava uma tarefa completa, em vez de uma checagem de cinco segundos. A ferramenta mostra de onde vêm os visitantes, até onde cada um chega, e quantos compram, com filtros que atualizam tudo na hora e mostram as estatísticas antes mesmo de você escolher.

Rafael Costa: Tem também a visualização do funil ao longo do tempo e a jornada completa de cada visitante. A instalação é descrita em três passos: colar uma tag de script, clicar nas telas para gravar os passos, e ver os visitantes fluirem, sem escrever nenhum código de evento. A promessa é "ao vivo em 2 minutos".

Sofia Almeida: E o produto é cookie-less, com dados first-party, sem rastreamento entre sites e sem venda de dados. O preço é de dez dólares por funil por mês, com teste grátis de sete dias sem cartão de crédito e cancelamento a qualquer momento. Pausar o funil interrompe a cobrança, até cinco membros de equipe são gratuitos, e os visitantes são ilimitados — sem planos em camadas e sem aquele "contact sales".

Sofia Almeida: Tem uma nova plataforma de analytics no Product Hunt que aposta em uma ideia que eu ainda não tinha ouvido com esse nome: Agent Led Growth, ou ALG. A Gauge é apresentada como uma ferramenta de visibilidade de IA para empresas que vendem para desenvolvedores e times de produto.

Rafael Costa: E qual é a diferença pro marketing tradicional? Porque agente de IA já é quase um bordão por aí.

Sofia Almeida: A diferença é o argumento de que agente de codificação não se comporta como um usuário comum de chat. O criador resume assim: um agente que decide implementar seu produto não fala com vendedor, não agenda demo. Ele apenas escolhe a ferramenta e usa. Então a pergunta de ouro vira duas: o agente escolhe a sua ferramenta? E, depois de escolhida, ele consegue usá-la do jeito certo?

Rafael Costa: Ou seja, nada de convencer uma pessoa. O jogo é ser a ferramenta que o agente prefere automaticamente. Como a Gauge mede isso, então?

Sofia Almeida: Ela roda sessões reais de codificação pra flagrar as ações que melhoram a preferência do agente pela ferramenta do cliente e a experiência dele depois que ela é selecionada. Além disso, ela fica de olho nas respostas geradas por IA de fontes tipo ChatGPT, Claude, Gemini, Perplexity e até o CoPilot, detectando quando a marca é citada, o que aparece e o que fica de fora, e como o produto se posiciona frente aos concorrentes.

Rafael Costa: E ela só observa, ou também age sobre isso?

Sofia Almeida: Ela também gera conteúdo e publica direto no site ou no CMS, pra depois medir se aquilo mudou alguma coisa. O criador diz que clientes como Supabase, PostHog e OpenRouter já usam, e ele mencionou em comentários outros nomes, tipo Mux, Clerk e Railway. Cada conta que entrou nesse lançamento recebeu, segundo ele, cem dólares em créditos gratuitos.

Rafael Costa: E esses números de resultado no site são todos autodeclarados, né?

Sofia Almeida: Exatamente, é importante deixar claro. Os estudos de caso trazem números relatados pela própria empresa e pelos clientes, sem verificação independente. Dá pra citar dois: o PostHog teria multiplicado por 41 o tráfego vindo de LLMs e se tornado o domínio mais citado do seu espaço, e o Braintrust teria pulado de 2,5% para 45% de visibilidade. Números ambiciosos, mas tudo na palavra deles.

Rafael Costa: Faz sentido, então, levar com cautela, mas a tese em si — vender pra preferência de agente em vez de vendedor humano — é bem coerente com o momento do mercado.

Sofia Almeida: Mudando de frente, tem uma extensão de Chrome chamada Skim Recap, do desenvolvedor Yui Morii, que resolve um desconforto bem específico: você rola rápido por um artigo longo, uma documentação ou um paper, e percebe que pulou um trecho sem querer. Em vez de resumir a página inteira, ela devolve um resumo só da passagem que você pulou, num cartão que aparece do lado do cursor.

Rafael Costa: Isso é diferente de qualquer resumo automático que eu já usei. É tipo um recorte cirúrgico daquilo que passou despercebido, né?

Sofia Almeida: Isso. E o mais interessante: tudo roda localmente, sem conta e sem API de LLM hospedada. O modelo é o Gemma 4 E4B, rodando via LiteRT-LM e WebGPU direto no seu navegador. O custo dessa privacidade é um download único do modelo, de quase três gigabytes, e a exigência de hardware local razoável.

Rafael Costa: A versão nova, a 0.4, trouxe o recurso Feynman, não é? O nome me chamou atenção.

Sofia Almeida: Trouxe, e é o grande destaque. O Feynman explica o significado de uma palavra ou frase quando você a seleciona, seja na página ou dentro do próprio cartão de resumo. E ele usa o contexto: o parágrafo em volta, o texto próximo, o título da seção e o título da página. O exemplo que o criador dá é ótimo: a palavra "argument" merece explicação diferente se você está lendo um artigo de lógica ou uma assinatura de função.

Rafael Costa: E o próprio autor admite que essa explicação pode errar, certo?

Sofia Almeida: Sim, ele reconhece que o Feynman não fica limitado ao que o texto na tela diz, então a resposta pode estar errada. Por isso, ele só roda quando o usuário pede explicitamente. E isso preenche exatamente uma lacuna dos resumos principais: eles são limitados de propósito ao que a passagem disse, então não conseguem explicar um termo que a página nunca definiu. O Feynman tenta cobrir esse buraco.

Rafael Costa: E tem mais coisa nova nessa versão além do Feynman?

Sofia Almeida: Tem. Os resumos agora param em um número sensato de pontos, em vez de uma avalanche. Tem um botão de Retry que pede uma expressão genuinamente diferente da anterior, e o cartão agora roda em shadow root, ou seja, o CSS da página hospedeira não consegue reestilizar o visual da extensão. Detalhes que mostram cuidado com a experiência e com consistência.

Rafael Costa: Isso me parece um bom equilíbrio entre utilidade e privacidade: os dados não saem da máquina, e um resumo só do trecho pulado é o tipo de recurso que você não sabia que precisava até usar.

Sofia Almeida: E é aqui que encerramos por hoje. Obrigado por nos acompanhar até o final.

Rafael Costa: Foi um prazer ter você conosco. Até a próxima edição, continue informado e por dentro de tudo. Um grande abraço!