
0817 | CostLogic, Chert, HarnessRouter e Expeditione: destaques da semana
Show notes
Neste episódio, o programa percorre seis novidades lançadas no Product Hunt. Primeiro, o CostLogic, um workspace de takeoff e job costing para construção que usa o agente de IA Onyx para fechar o ciclo da planta à fatura num único painel no navegador. Depois, a Chert, startup do YC P26 que lança agentes de IA de vídeo capazes de atender chamadas FaceTime, enxergando a câmera do chamador em tempo real. Em seguida, o HarnessRouter Community Edition, um router open source (Apache 2.0) que coloca Co
Linha do tempo
- 00:00:00 Abertura
- 00:00:55 CostLogic: da planta à fatura com o agente Onyx
- 00:05:15 Chert: agentes de vídeo que atendem chamadas FaceTime
- 00:09:05 HarnessRouter Community Edition: uma API para Codex, Claude Code e Hermes
- 00:13:54 Expeditione: uma enciclopédia 3D interativa para explorar
- 00:17:50 Vidaya: um escore de Healthspan e um plano de longevidade
- 00:22:12 AirAlarm: um despertar mais suave com iPhone e AirPods
Links relacionados
- CostLogic - Bri Product Hunt
- Chert - Bri Product Hunt
- HarnessRouter Community Edition - Bri Product Hunt
- Expeditione - Bri Product Hunt
- Vidaya - Bri Product Hunt
- AirAlarm - Bri Product Hunt
Este episódio é produzido pela Bri. O Bri usa tecnologia avançada de IA para transformar os feeds importantes para você em podcasts feitos para ouvir. Fale conosco em hi@bri.so.
Transcript
Sofia Almeida: Sofia Almeida aqui, com o Rafael Costa, e você está ouvindo o Product Hunt diário, na Bri Radio. Hoje temos uma seleção de lançamentos que prometem mexer com construção civil, inteligência artificial e até com a sua rotina de sono.
Rafael Costa: É verdade, e metade dessa seleção já tem cara de que vai dar o que falar. Temos um workspace de orçamento para construção rodando direto no navegador, e também uma ferramenta que promete colocar agentes de IA em chamadas de vídeo.
Sofia Almeida: Sem contar a enciclopédia interativa em 3D criada por um único desenvolvedor, e um painel de longevidade que analisa dados de wearables e exames de laboratório.
Rafael Costa: E, para fechar, um despertador para iPhone e AirPods que diz que acorda você no momento certo do seu ciclo de sono. Bora para os detalhes?
Sofia Almeida: Um workspace de takeoff e job costing para construção, chamado CostLogic, promete fechar o ciclo inteiro da obra, da planta até a fatura, tudo dentro do navegador. A proposta é unir medição de quantidades, orçamento e faturamento num único fluxo, e o diferencial central é o assistente de IA batizado de Onyx, que executa ações por conta do usuário: encontra os cômodos nas plantas, precifica a medição, minuta estimativas, rascunha faturas e responde perguntas sobre os jobs. Pelo fluxo descrito no site do produto, tudo começa com o upload de PDFs de construção, com páginas nomeadas automaticamente e a escala lida a partir do selo do desenho. Depois vêm as ferramentas de medição linear, área, contagem e ângulo, com calibração de escala, ou a função Auto Room, que detecta cômodos e áreas direto no desenho. As quantidades medidas são convertidas em estimativas com controles de markup, desperdício, imposto e depósitos, sem retrabalho de digitação. A partir da estimativa aprovada, o usuário emite a fatura em um clique, envia PDF com a marca da empresa, registra pagamentos e exporta CSV para o contador ou para importação no QuickBooks. A proposta declarada é ir da planta à fatura sem precisar combinar cinco ferramentas diferentes, transformando dias de trabalho em horas ou minutos. A página de comparação afirma que o CostLogic é o mais completo diante de Togal.AI, PlanSwift e Easy Takeoffs em itens como medição digital na tela, funcionamento na nuvem sem instalação, preços publicados sem exigir call de vendas, detecção de cômodos, assistente integrado, PDFs com a marca do usuário, fluxo conectado sem exportação e faturamento embutido.
Rafael Costa: Isso me soa como muita promessa junta. Como é que esse fluxo funciona na prática, do upload à fatura?
Sofia Almeida: Começa pelo upload dos PDFs de construção, e aí o sistema já nomeia as páginas automaticamente e lê a escala direto do selo do desenho. Depois entram as ferramentas de medição — linear, área, contagem e ângulo — com calibração de escala, ou então a função Auto Room, que detecta cômodos e áreas sozinha no desenho. As quantidades medidas são convertidas em estimativas com controles de markup, desperdício, imposto e depósitos, sem precisar redigitar nada. A proposta é justamente eliminar esse retrabalho.
Rafael Costa: E depois que a estimativa é aprovada?
Sofia Almeida: Aí vem a fatura em um clique: o usuário emite, envia em PDF com a marca da empresa, registra os pagamentos e exporta em CSV para o contador ou para importar no QuickBooks. Então a proposta declarada é ir da planta à fatura sem combinar cinco ferramentas diferentes, e transformar dias de trabalho em horas ou minutos. É um fluxo bem conectado.
Rafael Costa: E como é que eles se posicionam frente à concorrência? Porque o mercado de takeoff já tem nomes estabelecidos.
Sofia Almeida: A página de comparação afirma que o CostLogic é o 'mais completo' diante do Togal.AI, PlanSwift e Easy Takeoffs. Os critérios listados são medição digital on-screen, funcionamento na nuvem sem instalação, preços publicados sem exigir uma chamada de vendas, detecção de cômodos, assistente integrado, PDFs com marca, um fluxo conectado sem exportação e até o faturamento embutido. Ou seja, o argumento central é que tudo isso já vem pronto num só lugar.
Sofia Almeida: É claro que isso é a visão da própria página, então é uma afirmação de marketing. Mas a proposta de valor é clara: um único painel no navegador para quem hoje transita entre várias ferramentas para fazer o takeoff, depois o orçamento e depois a cobrança. Se a promessa funcionar como descrito, o ganho prático é não perder dias de trabalho e não ter que ficar exportando entre sistemas. E aí a pergunta para quem trabalha com construção é se esse fluxo integrado entrega no campo o que ele promete na demo.
Rafael Costa: Uma startup chamada Chert, que se apresenta como participante do YC P26, lançou no Product Hunt o que os fundadores chamam de Vapi para FaceTime. A ideia são agentes de IA de vídeo que atendem e fazem chamadas FaceTime, enxergam o que o usuário mostra na câmera e respondem em tempo real, com integração em poucas linhas de código. O cofundador Gary Gao descreve o problema central: agentes de voz atuais seriam cegos, limitados ao que o cliente consegue descrever; quando o problema é visual, como qual cabo vai onde ou o que é esse erro na minha tela, um humano precisa intervir. A proposta é usar vídeo no canal mais instalado e confiável, segundo a empresa — o FaceTime. Os casos de uso listados incluem suporte remoto, serviço de campo, triagem de telemedicina, onboarding guiado, inspeções visuais e sucesso do cliente. Pelo site, o fluxo tem três etapas: configurar o prompt com instruções, modelo, voz e comportamento; escolher persona, avatar e enquadramento; e publicar o assistente associado a uma linha FaceTime provisionada. Um exemplo ilustrado mostra o agente respondendo o cabo azul, segundo da esquerda, a partir da câmera do chamador. Dá para testar ao vivo pelo FaceTime no número +1 310 279 2297 e pelo site trychert.com/facetime. Na discussão da comunidade, um comentarista disse que a ideia é óbvia em retrospectiva e que ninguém tinha aberto o FaceTime antes; outro relatou que a latência da demo ao vivo foi melhor do que esperava; outro afirmou que o enquadramento de agentes de voz cegos fez sentido imediatamente — relatos individuais, não resultados verificados.
Sofia Almeida: Agentes que enxergam pelo vídeo — isso é interessante. Qual era o problema que eles estavam atacando?
Rafael Costa: O cofundador Gary Gao descreve justamente que os agentes de voz atuais são 'cegos', porque ficam limitados ao que o cliente consegue descrever. Quando o problema é visual — tipo 'qual cabo vai onde?' ou 'o que é esse erro na minha tela?' — um humano acaba tendo que intervir. Então a proposta é usar o vídeo no canal mais instalado e confiável, na visão deles: o FaceTime.
Sofia Almeida: Faz sentido. E quais seriam os casos de uso práticos?
Rafael Costa: Na lista deles entram suporte remoto, serviço de campo, triagem de telemedicina, onboarding guiado, inspeções visuais e sucesso do cliente. Pelo site, o fluxo tem três etapas: você configura o prompt com instruções, modelo, voz e comportamento; depois escolhe persona, avatar e enquadramento; e por fim publica o assistente associado a uma linha FaceTime provisionada. Tem até um exemplo ilustrado de um agente respondendo 'o cabo azul, segundo da esquerda' a partir da câmera do chamador.
Sofia Almeida: E dá para testar isso ao vivo?
Rafael Costa: Sim, dá para chamar pelo FaceTime no número que eles publicaram, ou testar pelo site deles. E na discussão da comunidade apareceram relatos bem interessantes: um comentarista disse que a ideia é 'óbvia em retrospectiva' e que ninguém tinha aberto o FaceTime antes; outro relatou que a latência da demo ao vivo foi melhor do que esperava; e outro disse que o enquadramento da ideia — agentes de voz são cegos — fez sentido imediatamente. Mas vale sublinhar: são relatos individuais, não resultados verificados.
Sofia Almeida: E tem limitações explícitas aí também, não é?
Rafael Costa: Tem. A própria empresa deixa claras algumas restrições da API deles, então não é um produto sem fronteiras. Mas a direção é interessante: em vez de só ouvir o cliente e tentar adivinhar o problema, o agente olha o que está na tela ou o que está sendo apontado na câmera. Para suporte e atendimento, isso ataca de verdade o gargalo de quando a descrição verbal simplesmente não resolve.
Sofia Almeida: O HarnessRouter Community Edition foi lançado no Product Hunt como uma interface unificada de código aberto para harnesses de agentes de IA, e o fabricante a descreve como "o OpenRouter, mas para harnesses de agentes em vez de modelos". A novidade coloca Codex, da OpenAI; Claude Code, da Anthropic; e Hermes, da Nous Research, atrás de uma única API, executada na infraestrutura do próprio usuário, sob licença Apache 2.0, em um único contêiner Docker que reúne Gateway, Runner e Console. As chaves dos provedores, o estado e os arquivos permanecem sob controle do usuário, com o estado em SQLite local e sem banco gerenciado, cofre externo ou conta em nuvem. O início rápido é via git clone e docker compose up, com a API em localhost na porta 3000, sob o caminho /api, e o console na própria porta 3000. Segundo relato do fabricante — alegações auto-relatadas, não verificadas de forma independente — a equipe reconstruía o mesmo backend a cada integração de agente e percebeu que um harness próprio tinha desempenho difícil de competir com Codex, Claude Code e Hermes; depois de migrar para harnesses prontos, o tempo de entrega de funcionalidades de agente caiu de semanas para horas e a qualidade do agente melhorou "drasticamente". O produto cobre o ciclo de vida completo dos agentes: criar, retomar e inspecionar sessões; streaming de tokens e eventos; upload de arquivos e persistência de workspace; devolução de artefatos; cancelamento; e tratamento estruturado de erros. Também foi publicado o Unified Harness Protocol, um protocolo aberto e versionado que padroniza como uma aplicação conversa com um harness de agente, cobrindo seleção de agentes, upload de arquivos, streaming e tratamento de erros.
Rafael Costa: E o fabricante trouxe uma comparação bem direta para explicar isso. Eles descrevem o produto como sendo o OpenRouter, mas para harnesses de agentes em vez de modelos. Ou seja, em vez de você acessar vários modelos por uma API só, você conecta vários harnesses — Codex da OpenAI, Claude Code da Anthropic e o Hermes da Nous Research — tudo atrás de uma única API.
Sofia Almeida: E o ponto mais forte aqui é a questão do controle. O HarnessRouter Community Edition roda num único contêiner Docker que reúne o gateway, o runner e o console. As chaves dos provedores, os arquivos e todo o estado ficam sob controle do usuário, guardados num SQLite local. Não tem banco gerenciado, nem cofre externo, nem conta em nuvem. Tudo fica na sua máquina.
Rafael Costa: E a instalação é realmente simples. É um git clone seguido de um docker compose up. A API fica em localhost na porta 3000, e o console também. Então quem já trabalha com contêineres sobe isso em minutos. E vale lembrar que tudo isso é distribuído sob licença Apache 2.0, sendo lançado no Product Hunt.
Sofia Almeida: Uma coisa que me chamou atenção foi o relato da equipe por trás do projeto. Pelo que eles contam — e isso é uma alegação deles, não verificada de forma independente — eles viviam reconstruindo o mesmo backend a cada integração de um agente novo. E perceberam que um harness próprio tinha um desempenho difícil de competir com soluções prontas como Codex, Claude Code e Hermes.
Rafael Costa: E aí veio a mudança de rumo. Depois de migrar para esses harnesses prontos, eles relatam que o tempo de entrega de funcionalidades de agente caiu de semanas para horas, e que a qualidade do agente melhorou drasticamente. De novo, são números auto-reportados pela própria equipe, mas a trajetória faz sentido para quem passa por esse tipo de dor.
Sofia Almeida: E o produto não é só um ponto de acesso. Ele cobre o ciclo de vida completo dos agentes: criar sessões, retomar e inspecionar, streaming de tokens e eventos, upload de arquivos com persistência do workspace, devolução de artefatos, cancelamento e tratamento estruturado de erros. É praticamente tudo que você precisa para operar um agente de ponta a ponta.
Rafael Costa: E junto com o produto, eles também publicaram um protocolo aberto e versionado chamado Unified Harness Protocol, que padroniza como uma aplicação conversa com um harness de agente. Então, na prática, você tem tanto a solução pronta quanto um padrão aberto para quem quiser construir em cima disso.
Sofia Almeida: O Expeditione foi apresentado no Product Hunt como uma enciclopédia interativa em 3D criada por um único desenvolvedor, que se identifica como Aureon. A proposta é trocar a leitura passiva por mundos artesanais e exploráveis: em vez de apenas ler sobre um assunto, o visitante entra em cenas 3D e descobre o conteúdo pela interação. Roda direto no navegador e, segundo o projeto, não tem login, anúncios, pop-ups, cookies ou rastreadores. A primeira grande expedição é o Egito Antigo, resultado de mais de 1.000 horas de pesquisa, reconstrução, modelagem 3D, animação, design de interação, escrita e otimização. São cinco cenas artesanais — vida familiar, extração de pedra, vida no templo, Delta do Nilo e as Pirâmides — com elementos interativos e um gato descrito como "sassy" servindo de guia. O criador afirma ter otimizado a página inicial e as quatro primeiras cenas para cerca de 1MB, incluindo modelos 3D, faixas de áudio, texturas, shaders e código, com a intenção declarada de provar que imersivo não precisa ser pesado. Também está disponível a expedição Camadas do Solo, de geografia, que percorre cinco camadas antigas. Uma terceira, Biologia Celular, está prevista, com data a anunciar. As três primeiras expedições são gratuitas para sempre, sem login, anúncios ou paywalls, e há recursos educacionais gratuitos para uso em sala de aula. O site diz que expedições futuras de mergulho profundo financiarão o projeto por meio de passes vitalícios individuais, opções de expedição única e licenças anuais acessíveis para salas de aula, e que nunca venderá dados nem dependerá de pop-ups.
Rafael Costa: Então, em vez de simplesmente ler sobre um assunto, o visitante entra numa cena 3D e descobre o conteúdo pela interação. E o projeto faz questão de destacar que roda direto no navegador, sem login, sem anúncios, sem pop-ups, sem cookies e sem rastreadores. Uma experiência bem limpa.
Sofia Almeida: A primeira grande expedição é sobre o Egito Antigo, que eles dizem ser o resultado de mais de mil horas de pesquisa, reconstrução, modelagem 3D, animação, design de interação, escrita e otimização. São cinco cenas artesanais: vida familiar, extração de pedra, vida no templo, o Delta do Nilo e as Pirâmides. Tudo com elementos interativos.
Rafael Costa: E tem um detalhe que eu adorei: há um gato servindo de guia, descrito pelo criador como sassy. Mas além da simpatia, há um esforço técnico real por trás. O Aureon afirma ter otimizado a página inicial e as quatro primeiras cenas para cerca de um megabyte, incluindo modelos 3D, áudio, texturas, shaders e código. A intenção declarada é provar que uma experiência imersiva não precisa ser pesada.
Sofia Almeida: E as expedições não param no Egito. Já está disponível a Camadas do Solo, uma expedição de geografia que percorre cinco camadas antigas. E há uma terceira, de Biologia Celular, prevista, com data ainda a anunciar.
Rafael Costa: O ponto mais generoso é a questão do acesso. As três primeiras expedições são gratuitas para sempre, sem login, anúncios ou paywalls. E ainda há recursos educacionais gratuitos para uso em sala de aula, o que é um atrativo bem forte para professores e educadores.
Sofia Almeida: E o modelo de financiamento é transparente. O site diz que as expedições futuras de mergulho profundo financiarão o projeto por meio de passes vitalícios individuais, opções de expedição única e licenças anuais acessíveis para salas de aula. E o criador garante que nunca vai vender dados nem depender de pop-ups para se manter.
Sofia Almeida: A Vidaya chegou ao Product Hunt como um painel de longevidade com IA que pega dados de wearables, exames de laboratório, DNA, nutrição, suplementos, exposição ambiental e prontuários médicos e os transforma em uma pontuação de Healthspan e em um plano de longevidade personalizado. Segundo o fundador e CEO Kevin Amrelle, o produto já existia como Vitality AI Health — mesmo produto, mesma equipe, só que com nome novo. O problema declarado é a fragmentação dos dados de saúde: Amrelle cita refeições no MyFitnessPal, suplementos no SuppCo, exames em PDF da Quest, DNA na Ancestry, histórico médico na Epic, passos no Apple Health, qualidade do ar no painel da EPA e receitas na CVS — nenhuma fonte conversa com as outras. Ele conta que construiu a Vidaya depois de uma corrida de bicicleta no inverno em que a frequência cardíaca ficou presa em 120 bpm e o manguito confirmou hipertensão estágio 2, sem que nenhum app de saúde tivesse percebido a tendência. E o que muda em relação ao que já existe: segundo os fundadores, a maioria dos apps de saúde agrega uma ou duas categorias de dados; a Vidaya agrega todas, inclusive fontes médicas como Epic FHIR, Labcorp, Quest, 23andMe e AncestryDNA. A plataforma foi construída em conformidade com a HIPAA desde o início, com orientação do vCISO Denis Galkin, e o mecanismo de correlação entre fontes é objeto de um pedido de patente. Entre os recursos principais está o Vaya Chat, um assistente de IA que responde perguntas em linguagem natural sobre todos os dados — o exemplo citado é "como meu sono mudou depois que comecei a tomar Lexapro", com resposta fundamentada em 10 segundos.
Rafael Costa: E o CEO e fundador, Kevin Amrelle, foi transparente sobre uma coisa: a Vidaya não é um produto novo. Já existia como Vitality AI Health — mesma equipe, mesmo produto, só mudaram o nome. Então a aposta é meio que um rebranding com uma abordagem mais integrada.
Sofia Almeida: Isso porque o problema que ele declara é bem real: os dados de saúde de uma pessoa estão espalhados em um monte de lugares que não conversam entre si. Ele cita refeições no MyFitnessPal, suplementos em um app separado, exames em PDF da Quest, DNA na Ancestry, histórico médico na Epic, passos no Apple Health, qualidade do ar no painel da EPA e receitas na CVS.
Rafael Costa: E o gatilho para construir tudo isso foi muito pessoal. Amrelle conta que, depois de uma corrida de bicicleta no inverno, a frequência cardíaca ficou presa em 120 batimentos por minuto, e o manguito confirmou hipertensão estágio 2 — mas nenhum app de saúde que ele usava tinha percebido aquela tendência.
Sofia Almeida: E qual é a diferença prática em relação ao que já existe? A crítica dos fundadores é que a maioria dos apps de saúde agrega uma ou duas categorias de dados. A Vidaya busca agregar todas, incluindo fontes médicas como Epic FHIR, Labcorp, Quest, 23andMe e AncestryDNA. E isso tem implicações sérias em privacidade.
Rafael Costa: Exato, e eles encararam isso de frente. A plataforma foi construída em conformidade com a HIPAA desde o início, com orientação do vCISO Denis Galkin. E o mecanismo de correlação entre as fontes é objeto de um pedido de patente — ou seja, a parte mais interessante tecnicamente está sendo protegida.
Sofia Almeida: Tem também o Vaya Chat, um assistente de IA para perguntas em linguagem natural sobre todos os dados consolidados. O exemplo que eles dão: como o seu sono mudou depois que você começou a tomar Lexapro — com uma resposta fundamentada em dez segundos. É o tipo de análise que hoje seria impossível fazer sem juntar tudo manualmente.
Rafael Costa: E isso é o pulo do gato. A Vidaya não está vendendo mais um rastreador — está vendendo a ideia de um lugar único onde todos os sinais da sua saúde finalmente se encontram. Claro que a pergunta que fica no ar é: quão confortável a pessoa se sente dando acesso a DNA e prontuário médico a um painel de IA? Mas, se funcionar como promete, é um salto enorme em relação ao status quo.
Sofia Almeida: E se o seu problema é o oposto — acordar —, tem outra estreia no Product Hunt: o AirAlarm, um despertador para iPhone e AirPods que, em vez de tocar num minuto exato, promete acordar você no fim do ciclo de sono. Segundo a descrição do criador, o funcionamento é assim: o utilizador escolhe uma janela de despertar, adormece com os AirPods a tocar sons integrados ou áudio de outra aplicação, e o app agenda o fim de um ciclo de sono de 90 minutos dentro da janela escolhida. O criador afirma que construiu o AirAlarm porque queria um alarme mais suave sem acrescentar outro wearable, conta ou perfil de sono na nuvem à rotina noturna. As características apontadas: é um app nativo em SwiftUI e usa o AlarmKit da Apple para agendamento de alarmes ao nível do sistema; o histórico de sono fica armazenado no iPhone; não há anúncios, SDKs de analytics, contas obrigatórias nem perfil de sono na nuvem; e não é necessário Apple Watch. Os sons integrados incluem chuva, oceano, floresta, ventoinha e ruído branco, e o app suporta inglês, chinês simplificado e japonês. Segundo a página do produto, ele é desenhado para AirPods Pro, AirPods 3 e AirPods mais recentes que possam ser usados confortavelmente durante o sono. Vale notar que o AirAlarm não é um dispositivo médico nem um rastreador de sono de diagnóstico, e o suporte para Apple Watch não é prometido publicamente.
Rafael Costa: Como funciona? O utilizador escolhe uma janela de despertar — digamos, entre 7 e 7h30 —, adormece com os AirPods tocando sons integrados ou áudio de outra aplicação, e o app agenda o fim de um ciclo de sono de 90 minutos dentro daquela janela. Acordar no fim do ciclo é bem menos brusco.
Sofia Almeida: E o que motivou o criador? Ele conta que queria um alarme mais suave sem precisar adicionar outro wearable, conta ou perfil de sono na nuvem à rotina noturna. Ou seja, a proposta é de simplicidade e privacidade ao mesmo tempo.
Rafael Costa: E isso se reflete no design. É um app nativo em SwiftUI, usa o AlarmKit da Apple para agendamento ao nível do sistema, e o histórico de sono fica armazenado no próprio iPhone. Sem anúncios, sem SDKs de analytics, sem contas obrigatórias, sem perfil de sono na nuvem — e você nem precisa de Apple Watch.
Sofia Almeida: Os sons integrados incluem chuva, oceano, floresta, ventoinha e ruído branco. E o app suporta inglês, chinês simplificado e japonês. É desenhado para os AirPods Pro, AirPods 3 e modelos mais recentes que dêem para usar confortavelmente durante o sono — e é bom deixar claro que não é um dispositivo médico nem um rastreador de sono de diagnóstico.
Rafael Costa: O criador também pediu feedback da comunidade sobre duas coisas: se escolher uma janela de despertar parece mais natural do que fixar uma hora exata, e o que deixaria as pessoas confortáveis a usar AirPods como parte da rotina de dormir. E nos comentários, um utilizador já disse que prefere a janela em vez da hora exata.
Sofia Almeida: Essa é uma resposta interessante, porque mostra que a proposta toca num ponto real: a maioria de nós sofre com o despertar abrupto no meio de um sono profundo. A grande questão prática fica sendo conforto — quem não tem o hábito de dormir de AirPods provavelmente vai precisar de algum tempo para se adaptar. Mas a ideia é, no mínimo, bem pensada.
Sofia Almeida: E com isso a gente fecha mais um episódio. Obrigado por ficar com a gente até aqui.
Rafael Costa: Foi um prazer ter a sua companhia. Nos vemos na próxima, com mais histórias e boas conversas. Até lá!